quarta-feira, 14 de julho de 2010

Só a Sorte



Falo da sorte
como se ela não soubesse.
Penso que ela prefere
abraçar quem se esquece.

Como a posso esperar
fingindo que não a estou a puxar?
Quero esquecer que preciso
que ela apareça sem aviso.

Quando tropeço,
sei que não anda por aí,
mas assim que me levanto
e vejo como caí,
Aprendo que não vou mais por ali...
por sorte aprendi.

Procurei-a sem a importância que tem
porque me disseram que é do desprezo que ela vem.
Já não sei que sorte quero ter
Pois ela já sabe que a estou a ver.

Acho que espero por uma onda bem grande,
um impulso consistente
que me leve para perto de boa gente.

Acho que quero um momento
em que tudo mude para o lado bom.
Que me deixem mandar no meu tempo
ou usar o meu dom.

Sorte seria descansar do que não gosto,
do que não peço mas tenho.
De tudo o que tenho que fazer discordando.
De ter que travar quando quero ir acelerando.

Precisava apenas do seu balanço,
posso continuar depois que não me canso.
Certeza só terei quando se ouvir
Tudo o que hoje nem estou para sentir.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não levo a peito



É muito natural pensar que esta vida está cheia de gente que não percebe o que anda cá a fazer. Quando as pessoas são confrontadas com perguntas que não têm resposta, resignam-se e acabam por empurrar o contexto para algo que dominam. É normal que a nossa abrangência não esteja toda por igual, e que uns dominem melhor certas áreas que outros, mas o que incomoda é a falta de espírito de absorção e a ausência daquela humildade que caracteriza os grandes sábios.
Reza-nos a história que os grandes génios aprenderam e cresceram devido à humildade que empregaram no seu percurso. A arrogância da razão suprema não deixa crescer o Homem. Não havendo flexibilidade intelectual, não nos apercebemos do nosso real tamanho. Os especialistas não são apenas artistas, são pessoas que aprenderam a lidar com o pormenor, e que tratam dele como se tivesse a importância que tem.
Quero com isto dizer qualquer coisa que sirva, para olharmos bem para quem somos e não apenas para quem pensamos ser.
Mais que um pensamento ou confidência, isto não é um encontro com o racional, mas sim, um desabafo de quem está cansado de ser normal.
Existe muito mais, existe para além do que se vê.
Não tenho pena, aceito!
Não espero sentado e também não levo a peito.
Se somos sensíveis, então que a sensibilidade tome conta de nós de vez e que se transforme em produto original, pois isso com certeza que todos somos.

Sergio Bastos

domingo, 10 de janeiro de 2010

É do inicio que se começa

Quero dar as boas vindas a todos os que, de alguma maneira aqui chegaram, e espero que percebam que aqui o conteúdo é uma máquina em movimento. 
Espero conseguir, nesta minha novata aventura de blogueiro, prender a atenção de alguém e talvez surpreender um dia, quem sabe. 
Iniciei este blogue porque por vezes sinto-me escondido demais. Gosto e preciso de saber o que as pessoas pensam do que eu penso e de conseguir pensar com elas. 
As coisas que penso são tantas, que preciso de pensar menos nelas. Preciso de dizê-las, para que deixem de ser coisas imaginadas. 
Talvez se desenvolva um aqui espírito de ajuda mutua, seja por que razão for, pode ser que cresça algo de produtivo e inventivo, nunca se sabe. 
Bem, a intenção é esta, resta-me agora descobrir para que serve. 
Espero pelas opiniões de quem siga este espaço e não se esqueçam que a fartura está em declínio. 
O espaço é vosso! 
Está aberta a sessão... 

S.Bastos