terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não levo a peito



É muito natural pensar que esta vida está cheia de gente que não percebe o que anda cá a fazer. Quando as pessoas são confrontadas com perguntas que não têm resposta, resignam-se e acabam por empurrar o contexto para algo que dominam. É normal que a nossa abrangência não esteja toda por igual, e que uns dominem melhor certas áreas que outros, mas o que incomoda é a falta de espírito de absorção e a ausência daquela humildade que caracteriza os grandes sábios.
Reza-nos a história que os grandes génios aprenderam e cresceram devido à humildade que empregaram no seu percurso. A arrogância da razão suprema não deixa crescer o Homem. Não havendo flexibilidade intelectual, não nos apercebemos do nosso real tamanho. Os especialistas não são apenas artistas, são pessoas que aprenderam a lidar com o pormenor, e que tratam dele como se tivesse a importância que tem.
Quero com isto dizer qualquer coisa que sirva, para olharmos bem para quem somos e não apenas para quem pensamos ser.
Mais que um pensamento ou confidência, isto não é um encontro com o racional, mas sim, um desabafo de quem está cansado de ser normal.
Existe muito mais, existe para além do que se vê.
Não tenho pena, aceito!
Não espero sentado e também não levo a peito.
Se somos sensíveis, então que a sensibilidade tome conta de nós de vez e que se transforme em produto original, pois isso com certeza que todos somos.

Sergio Bastos

domingo, 10 de janeiro de 2010

É do inicio que se começa

Quero dar as boas vindas a todos os que, de alguma maneira aqui chegaram, e espero que percebam que aqui o conteúdo é uma máquina em movimento. 
Espero conseguir, nesta minha novata aventura de blogueiro, prender a atenção de alguém e talvez surpreender um dia, quem sabe. 
Iniciei este blogue porque por vezes sinto-me escondido demais. Gosto e preciso de saber o que as pessoas pensam do que eu penso e de conseguir pensar com elas. 
As coisas que penso são tantas, que preciso de pensar menos nelas. Preciso de dizê-las, para que deixem de ser coisas imaginadas. 
Talvez se desenvolva um aqui espírito de ajuda mutua, seja por que razão for, pode ser que cresça algo de produtivo e inventivo, nunca se sabe. 
Bem, a intenção é esta, resta-me agora descobrir para que serve. 
Espero pelas opiniões de quem siga este espaço e não se esqueçam que a fartura está em declínio. 
O espaço é vosso! 
Está aberta a sessão... 

S.Bastos